Sim, o entregador de aplicativo pode ser MEI. A ocupação certa é Motoboy independente (CNAE 5320-2/02) — ou Bikeboy, para quem entrega de bicicleta. Com o MEI, o entregador de iFood, Rappi, Uber Eats ou 99 ganha CNPJ, passa a contribuir para o INSS e paga só o DAS fixo mensal, sem imposto por corrida.
Neste guia você vê se o entregador pode ser MEI, o CNAE certo, quanto paga, se vale a pena e o passo a passo para abrir de graça.
Entregador de aplicativo pode ser MEI?
Pode, e é uma das formalizações mais comuns hoje. O entregador que trabalha por conta própria — escolhendo horários e plataformas, sem vínculo de emprego com o app — se encaixa no perfil do MEI. Ao se formalizar, ele troca a informalidade por CNPJ, INSS e renda comprovada, mantendo a liberdade de rodar para quantos apps quiser.
Formalizar não muda a sua relação com o aplicativo: você continua sendo um entregador parceiro. O que muda é que agora existe uma empresa (você) com direitos previdenciários por trás do trabalho.
Qual o CNAE do entregador MEI?
Depende de como você entrega, mas todas são ocupações permitidas:
| Como você entrega | Ocupação (CNAE) | Imposto |
|---|---|---|
| De moto | Motoboy independente (5320-2/02) | ISS |
| De bicicleta | Bikeboy / ciclista mensageiro (5320-2/02) | ISS |
| Malotes e documentos | Entregador de malotes independente (5320-2/01) | ISS/ICMS |
A mais usada por quem roda em apps de comida é a Motoboy independente. Se você não tem certeza de qual ocupação escolher, entenda a lógica em o que é o CNAE do MEI e veja as atividades permitidas ao MEI.
Quanto o entregador MEI paga por mês?
O entregador MEI paga só o DAS fixo: 5% do salário mínimo de INSS + R$ 5 de ISS (por ser serviço). É o mesmo valor todo mês, tenha você faturado R$ 800 ou R$ 4.000 em entregas. Não existe imposto por corrida nem percentual sobre o que o app repassa.
Cuidado para não confundir: as taxas do aplicativo (a comissão que o iFood ou a Rappi retém) são um custo da plataforma, separado do seu imposto. O DAS é o que você paga ao governo; a taxa é o que o app cobra. Entenda a composição da guia em o DAS do MEI.
Vale a pena o entregador virar MEI?
Para a maioria, vale. Por pouco mais do que a contribuição do INSS, o entregador MEI passa a ter:
- Aposentadoria (por idade) e contagem de tempo de contribuição.
- Auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária), essencial em um trabalho com risco de acidente.
- Salário-maternidade, para entregadoras.
- CNPJ para comprovar renda e abrir conta PJ.
A alternativa — trabalhar sem contribuir — deixa você sem rede de proteção: um acidente e você fica sem renda, sem direito a nada. Se você compara os caminhos, veja também MEI ou autônomo. Para quem dirige carro levando passageiros, o guia certo é MEI para motorista de aplicativo.
Como o entregador abre o MEI
O processo é gratuito e leva alguns minutos:
- Acesse o Portal do Empreendedor (gov.br/mei) com a sua conta gov.br.
- Escolha a ocupação Motoboy independente (ou Bikeboy) como atividade principal.
- Confirme seus dados e o endereço.
- Aceite o termo e pronto: o CNPJ sai na hora, junto com o CCMEI (seu certificado de MEI).
Não precisa pagar despachante nem contador para isso. O passo a passo completo, com telas, está em como abrir o MEI.
Como o SimplesMEI ajuda
O SimplesMEI é uma IA que cuida do fiscal do MEI dentro do WhatsApp — feita para quem passa o dia na rua e não tem tempo de mexer em portal. A IA ajuda a abrir o MEI com a ocupação de entregador certa, responde dúvidas sobre DAS e INSS pela conversa e organiza o seu faturamento para você não estourar o teto sem perceber.
Entregador vive de tempo: cada minuto parado é entrega que não rolou. A ideia da IA é tirar o fiscal do seu caminho — abrir o MEI, cuidar do DAS e responder dúvidas por mensagem — enquanto você foca em rodar. Sem app novo para aprender, sem fila de portal.
Para completar, veja a aposentadoria do MEI que o DAS garante, o teto do MEI que as entregas alimentam e o auxílio-doença do MEI, importante para quem trabalha na rua. Ser MEI como entregador é barato, rápido e traz uma rede de proteção que a informalidade não dá.
